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sexta-feira, 1 de abril de 2011

magia...

Fui na minha bicicleta ate à casa onde todos os reencontros se realizam. Lá dentro, cada livro que percorro é tão apetecível que sinto vontade de levar uma porção deles para o meu jardim, a fim de sentir não só o pulsar das palavras, mas também o aroma primaveril e o sentimento da brisa a tocar levemente na minha pele.
Quando finalmente regresso, sinto os meus pés na relva macia a deambularem numa vasta cor que me envolve e vou directo à mesa onde permanece numa espécie de banquete digno de uma boa companhia para uma longa e mágica leitura… O baloiço oscila a cada movimento do vento, como que feliz de apreciar o instante tão fantasiado quanto o da historia que vou devorar.
Se a magia se tornasse realidade, as frases de cada capítulo esculpiriam todos os pormenores resultando numa festa de chá, ao mesmo tempo que a minha chávena pediria uma deliciosa fatia de bolo. No entanto, observo e vejo o coelho branco a sair das páginas a correr tão repentinamente quanto os ponteiros do seu relógio e o meu livro descreve no momento, uma menina tão pequena quanto eu, com um sonho do tamanho do país das maravilhas.
Joana Marques

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