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domingo, 27 de março de 2011

Chuva de Primavera... Chove chove de mansinho...

O tempo é propício a sonhar, a pedir um desejo a cada gota que cai no chão e o aroma da terra molhada fica no auge de ver o jardim cheio de flores com as pétalas luzidias da água.
Os meus botins vermelhos contradizem o céu cinzento. Cada poça de água é chapinhada, tomando o gosto de ser criança. A liberdade é de correr à chuva até à minha biblioteca privada com vista para o exterior, onde no aconchego, aprecio a história de amor com Ele junto a mim.
Joana Marques

sexta-feira, 25 de março de 2011














Fim de semana… tempo para percorrer a emoção e o ritmo das palavras…
Joana Marques 

quinta-feira, 24 de março de 2011

dócil...


É hora de tranquilizar…
Sob uma sombra quente, o livro aberto desfolha-se sozinho e as palavras voam ao sabor da magia. O ambiente, sente o prazer da frescura da água que transborda ao longo do seu pequeno leito ao mesmo tempo que a história permanece encantada numa sintonia para com a natureza.
A pele da menina, terna e serena, partilha com o sol a doçura e o aroma de um momento tão musical quanto o som destas palavras.
Joana Marques

domingo, 20 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

A cor da Primavera















Se há estação mais bela de todas, para mim, certamente é a Primavera.

O lugar de onde vem o canto dos passarinhos, o som que mistura os cheiros entre as flores e as árvores, o ritmo da cor cuja percepção visual se funde no além, parecendo uma paleta de pintura... É este o quadro que ilustra o riso das crianças num imenso verde e amarelo, cujo laranja resulta num néctar. E, quem não gosta de contemplar um bom livro sob o calor de um raio de sol que aquece o coração? Pois, é lá atrás que a rapariga no seu vestido cor de rosa contrasta o inverno tão cinzento que foi, realçando leveza e sensualidade, e as palavras que pigmentam para o exterior da tela, fantasiam os cinco sentidos deste jardim encantado. 

por: Joana Marques

terça-feira, 15 de março de 2011

Homenagem ao Japão














   O primeiro desabrochar de uma flor na adversidade, resplandecerá no poder de uma esperança conquistada pela coragem e pelo desejo.
por: Joana Marques

o princípio...

“Onde quer que a memória seja dinâmica, onde quer que sirva de instrumento a uma transmissão psicológica e comum, a herança passada transforma-se em presente. […]
Quer isto dizer que autorizamos o mito, a prece, ou o poema a virem implantar-se e florir no interior de nós mesmos, enriquecendo e modificando a nossa paisagem interior, tal como, por sua vez, cada uma das incursões através da vida modifica e enriquece a nossa existência. Aliás, para a filosofia e a estética antigas, a memória era a mãe das musas.”1
       
 
 
1 George Steiner, O silêncio dos livros, tradução de Margarida Sérvulo Correia, Gradiva, Junho de 2007