“Onde quer que a memória seja dinâmica, onde quer que sirva de instrumento a uma transmissão psicológica e comum, a herança passada transforma-se em presente. […]
Quer isto dizer que autorizamos o mito, a prece, ou o poema a virem implantar-se e florir no interior de nós mesmos, enriquecendo e modificando a nossa paisagem interior, tal como, por sua vez, cada uma das incursões através da vida modifica e enriquece a nossa existência. Aliás, para a filosofia e a estética antigas, a memória era a mãe das musas.”1
1 George Steiner, O silêncio dos livros, tradução de Margarida Sérvulo Correia, Gradiva, Junho de 2007
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