Adoro uma bela paisagem, um banco sobre um verde emancipado pelas cores do ambiente florido, tactear o ritmo da agitação da água e o observar todas as espécies naturais que sobrevoam sobre mim como que uma dança adocicada.
Ao meu lado, o meu cesto pede frescura de um aroma de elementos tão coloridos que qualquer pequena abelha não resistiria, da mesma forma que os esquilos saltitam de ramo em ramo à procura de aventura esboçada neste simbolismo. Entretanto, descubro a essência vinda do meu alpendre: uma ligeireza aromatizada de canela que se funde neste quadro, onde o horizonte é o limite. O crepúsculo, predomina encantar a cor térrea da minha bicicleta, e o vento aponta para a hora do regresso à rusticidade da minha pequena casa dispersa no vale, sob partículas de algodão que flutuam na mesma direcção, acompanhando-me.
Joana Marques
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